segunda-feira, 18 de julho de 2011

Viagem a Hohndorf

Neste post tenho bastante coisas para contar.
Nesta última sexta e sábado, fui com o Lucas Teixeira e o Marcelo Cosetin visitar o Dr. Matthias Radecker, nosso supervisor de estágio no Instituto Franhofer.
Ele mora em Hohndorf, uma cidade de pouco mais de 3800 habitantes que se situa na região de Sachsen (Saxônia), no leste alemão.
Sexta-feira saí do estágio logo depois do meio-dia e fui encontrar o Lucas Teixeira na Alexander Platz, onde almocei um Döner (explico melhor em um post específico sobre comidas).
Após o almoço, fomos até a Hauptbahnhof, que é a principal estação de trem de Berlim. Lá, encontramos o Marcelo e pegamos um trem do tipo ICE (InterCity Express) para Leibzig. O ICE é um trem bastante rápido. Enquanto viajávamos, verificamos no painel que a velocidade normal era de cerca de 160 km/h.

ICE na Hauptbahnhof

Durante a viagem tivemos uma surpresa. Achávamos que nossa passagem valesse para qualquer horário do dia, mas valia apenas para um horário mais tarde. Quando o funcionário da Deutsche Bahn nos avisou, precisamos pagar mais 63 euros! Claro que não ficamos nem um pouco felizes, mas não tínhamos escolha. Olha a cara que o Marcelo fez com o recibo do pagamento.


Na estação de Leibzig, chegam muitas linhas de energia para alimentação dos trens. Tirei uma foto para mostrar a gambiarra. Alguém consegue aplicar as Leis de Kirchhoff aí?


Na estação de Leibzig, aproveitei para fazer um piquenique deitado na grama. Que tal?


Em Leibzig, pegamos um trem Regional Express para ir até a cidade de Chemnitz. O RE é um pouco mais lento que o ICE. Tirei uma foto para mostrar.


Chegando em Chemnitz, o Matthias estava nos esperando. Essa cidade era chamada Karl Marx na época da DDR (Alemanha comunista). Lá tem um busto de Karl Marx, onde tiramos uma foto.


Viajamos mais 50km de carro até a casa do Matthias, em Hohndorf. À noite, tivemos um churrasco e depois fomos na sala do piano, onde tocamos e cantamos.

Marcelo, eu, Matthias, Cícera (esposa do Matthias), Lucas T.

Hohndorf é uma pequena cidade típica alemã. As casas possuem telhado bastante inclinado, por causa da neve. Interessante que cada casa é normalmente é dividida em duas partes, uma para cada família. Além disso, o sótão é normalmente utilizado como quarto ou parte normal da casa, o que não é costume no Brasil. Na foto abaixo, podemos ver no fundo turbinas eólicas. Encontramos turbinas não apenas em Hohndorf, mas em toda o percurso de nossa viagem de trem.


Até 1972, a região de Hohndorf era utilizada para extração de carvão. Por causa da mineração, toda a região está vários metros abaixo do que era há 100 anos. Durante a tarde do sábado, fomos com a família do Matthias visitar o Museu da Mineração. Tivemos um tour guiado vários metros abaixo do solo, onde vimos como era o trabalho dos mineradores e como funcionava o sistema de extração de carvão.

Marcelo, eu e Lucas Teixeira na frente do Museu da Mineração

Marcelo, Lucas Teixeira, filhinha do Matthias e eu na excursão do Museu de Mineração

Achei interessante o "no-break" que utilizavam para a mineração, a partir de 1922. Se houvesse falta de energia, esse "no-break" deveria ser capaz de levantar de trazer o elevador de baixo do solo, com todos os trabalhadores dentro. A energia do sistema era armazenada numa fly-wheel, que é uma roda pesada, com grande momento de inércia, capaz de armazenar uma grande quantidade de energia rotacional.

No-break utilizado para resgate dos trabalhadores, em caso de falta de energia

Quando fomos voltar para Berlim, percebemos que havíamos cometido o mesmo erro da ida: perdemos o trem, por não olhar corretamente o bilhete! O incrível é que nós três olhamos o bilhete, mas não conferimos corretamente. Deveríamos pagar, novamente, 63 euros a mais!
No fim, fomos pegar um trem 2 horas depois do que deveria ser o nosso. Por muita sorte, os cobradores da Deutsche Bahn, nos dois trens que pegamos na volta (RE e ICE) também não olharam o bilhete com detalhes. Assim, podemos sorrir um pouco mais pelos euros "poupados".

Marcelo, Lucas T. e eu

3 comentários:

  1. Pergunta: De quantos engenheiros é preciso para ler um bilhete de trem?

    Resp: Com certeza mais de 3..de preferência o 4º com doutorado..
    :P

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  2. Tá loko que prejuízo esse trem aí, mas se vocês não viram que os bilhetes estavam errados nem os cobradores, então os bilhetes estavam certos!

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  3. Não, pior que estavam errados mesmo. O Matthias ligou para a Deutsche Bahn e descreveu o bilhete. Realmente, teríamos que pagar mais 63 euros para voltar. Os dois cobradores se enganaram, por nossa sorte.

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