segunda-feira, 25 de julho de 2011

Potsdam

Sábado passado fomos para Potsdam. Essa cidade está para Berlin assim como a cidade de Windsor está para Londres.
Ela possui vários castelos que foram residência dos reis da Prússia e dos imperadores alemães, até o fim da primeira guerra mundial, quando a Alemanha tornou-se uma república.
Chegamos em Potsdam na Hauptbahnhof, pegando um Regional Bahn de Berlin.


Compramos um ticket diário de ônibus e fomos ao parque Sanssouci, onde estão os palácios.
Visitamos inicialmente o palácio Sanssouci. Na frente desse palácio, há um jardim nas escadas. Em cada grade da figura, há uma grade plantada. No fim da escadaria, há um chafariz, com bancos de mármore e várias estátuas ao redor. As estátuas eram muito bonitas. A maioria delas possuía formas humanas junto com animais.


Na frente do palácio Sanssouci

Estátuas no parque Sanssouci

O parque Sanssouci conecta o palácio Sanssouci ao Neu Palace. Possui também outros prédios, como a casa chinesa, os banhos romanos e um outro pequeno palácio com arquitetura grega. Nos caminhos, as cercas vivas são todas bem aparadas. No caminho principal, há uma clareira a cada certa distância. Em cada uma dessas clareiras, há várias estátuas, sobre um determinado tema.

Parque Sanssouci

À tarde fomos no Neu Palace (Palácio Novo). Nesse palácio, o imperador alemão Wilhelm II assinou à declaração de guerra da primeira guerra mundial, em 1914.
Fizemos a visita com guia de áudio no palácio, onde vimos como os reis e príncipes moravam. Entretanto, não podíamos tirar fotos.

Neu Palace

Após o Neu Palace, visitamos o Orangerie, que é também outro palácio do lugar. Nesse palácio, pudemos subir na torre, onde pode-se ver o parque. Tirei uma foto no lugar. Nos fundos, pode-se ver um moinho antigo, que é próximo ao Palácio de Sanssouci.

Na torre do Orangerie

No fim da tarde, fomos ao palácio Cecilienhof, que é fora do Parque Sansoussi e agora é um hotel e museu. Esse palácio foi construído no início do século XX, e sua arquitetura é mais moderna. Parece as casas alemães tradicionais.
Em 1945, no final da 2ª Guerra Mundial, esse palácio foi sede da Conferência de Potsdam, que reuniu "The Big Three": Winston Churchill, primeiro ministro britânico, Harry S. Truman, presidente americano e Joseph Stalin, líder da União Soviética.

Palácio Cecilienhof


Em Potsdam, o sistema de ônibus é muito bom. Com os 3,90 euros do ticket diário, fizemos 5 viagens de ônibus naquele dia. Os ônibus são bastante frequentes e possuem dois vagões, o que evita lotações. Eles possuem uma televisão LCD dentro, que avisa as próximas paradas e o tempo para cada uma.
Nas paradas, há um mural com mapa e rota dos ônibus e quais ônibus passam na parada. Na maioria delas, há uma tela LCD indicando quais são os próximos ônibus a parar e em quanto tempo chegam. Em algumas paradas, há até um computador público, onde se pode entrar na internet, fazer compras, ver a programação artística da cidade e programar automaticamente uma viagem, utilizando os diversos meios de transporte público. Que ótimo se fosse assim em Santa Maria...

Parada de ônibus

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Viagem a Hohndorf

Neste post tenho bastante coisas para contar.
Nesta última sexta e sábado, fui com o Lucas Teixeira e o Marcelo Cosetin visitar o Dr. Matthias Radecker, nosso supervisor de estágio no Instituto Franhofer.
Ele mora em Hohndorf, uma cidade de pouco mais de 3800 habitantes que se situa na região de Sachsen (Saxônia), no leste alemão.
Sexta-feira saí do estágio logo depois do meio-dia e fui encontrar o Lucas Teixeira na Alexander Platz, onde almocei um Döner (explico melhor em um post específico sobre comidas).
Após o almoço, fomos até a Hauptbahnhof, que é a principal estação de trem de Berlim. Lá, encontramos o Marcelo e pegamos um trem do tipo ICE (InterCity Express) para Leibzig. O ICE é um trem bastante rápido. Enquanto viajávamos, verificamos no painel que a velocidade normal era de cerca de 160 km/h.

ICE na Hauptbahnhof

Durante a viagem tivemos uma surpresa. Achávamos que nossa passagem valesse para qualquer horário do dia, mas valia apenas para um horário mais tarde. Quando o funcionário da Deutsche Bahn nos avisou, precisamos pagar mais 63 euros! Claro que não ficamos nem um pouco felizes, mas não tínhamos escolha. Olha a cara que o Marcelo fez com o recibo do pagamento.


Na estação de Leibzig, chegam muitas linhas de energia para alimentação dos trens. Tirei uma foto para mostrar a gambiarra. Alguém consegue aplicar as Leis de Kirchhoff aí?


Na estação de Leibzig, aproveitei para fazer um piquenique deitado na grama. Que tal?


Em Leibzig, pegamos um trem Regional Express para ir até a cidade de Chemnitz. O RE é um pouco mais lento que o ICE. Tirei uma foto para mostrar.


Chegando em Chemnitz, o Matthias estava nos esperando. Essa cidade era chamada Karl Marx na época da DDR (Alemanha comunista). Lá tem um busto de Karl Marx, onde tiramos uma foto.


Viajamos mais 50km de carro até a casa do Matthias, em Hohndorf. À noite, tivemos um churrasco e depois fomos na sala do piano, onde tocamos e cantamos.

Marcelo, eu, Matthias, Cícera (esposa do Matthias), Lucas T.

Hohndorf é uma pequena cidade típica alemã. As casas possuem telhado bastante inclinado, por causa da neve. Interessante que cada casa é normalmente é dividida em duas partes, uma para cada família. Além disso, o sótão é normalmente utilizado como quarto ou parte normal da casa, o que não é costume no Brasil. Na foto abaixo, podemos ver no fundo turbinas eólicas. Encontramos turbinas não apenas em Hohndorf, mas em toda o percurso de nossa viagem de trem.


Até 1972, a região de Hohndorf era utilizada para extração de carvão. Por causa da mineração, toda a região está vários metros abaixo do que era há 100 anos. Durante a tarde do sábado, fomos com a família do Matthias visitar o Museu da Mineração. Tivemos um tour guiado vários metros abaixo do solo, onde vimos como era o trabalho dos mineradores e como funcionava o sistema de extração de carvão.

Marcelo, eu e Lucas Teixeira na frente do Museu da Mineração

Marcelo, Lucas Teixeira, filhinha do Matthias e eu na excursão do Museu de Mineração

Achei interessante o "no-break" que utilizavam para a mineração, a partir de 1922. Se houvesse falta de energia, esse "no-break" deveria ser capaz de levantar de trazer o elevador de baixo do solo, com todos os trabalhadores dentro. A energia do sistema era armazenada numa fly-wheel, que é uma roda pesada, com grande momento de inércia, capaz de armazenar uma grande quantidade de energia rotacional.

No-break utilizado para resgate dos trabalhadores, em caso de falta de energia

Quando fomos voltar para Berlim, percebemos que havíamos cometido o mesmo erro da ida: perdemos o trem, por não olhar corretamente o bilhete! O incrível é que nós três olhamos o bilhete, mas não conferimos corretamente. Deveríamos pagar, novamente, 63 euros a mais!
No fim, fomos pegar um trem 2 horas depois do que deveria ser o nosso. Por muita sorte, os cobradores da Deutsche Bahn, nos dois trens que pegamos na volta (RE e ICE) também não olharam o bilhete com detalhes. Assim, podemos sorrir um pouco mais pelos euros "poupados".

Marcelo, Lucas T. e eu

domingo, 10 de julho de 2011

Primeiros passeios turísticos

Nessa última semana fizemos os primeiros passeios turísticos em Berlim. Primeiro fomos para a Alexanderplatz, uma grande praça e terminal de transportes públicos no centro de Berlim.
Nesse lugar encontra-se a Fernsehturm (torre de televisão), construída pela DDR (Alemanha comunista) em 1969. No topo dessa torre há um restaurante giratório, onde se pode ver grande parte de Berlim. Vamos tentar ir lá, quando for possível.
Na Alexanderplatz há uma das maiores lojas de eletrônicos da Europa: a Saturn. É um prédio envidraçado, com 4 andares. Tirei uma foto com o carinha da propaganda, com a Fernsehturm no fundo.


Na Alexanderplatz também há um relógio coma hora em todo o mundo. Alguém sabe que horário que era quando eu tirei a foto?


Sexta-feira saí mais cedo do Fraunhofer, e pudemos fazer mais turismo. Fomos inicialmente visitar o Brandenburger Tor (Portão de Brandemburgo), construído em 1791 pelo rei da Prússia, Frederico Guilherme II. O portão era uma das entradas da cidade, que era cercada de altos muros de proteção.
Depois da segunda guerra mundial até 1961, quando foi construído o muro de Berlim, o portão era utilizado como fronteira entre o setor comunista e capitalista. O monumento ficou no lado oriental (comunista), e só foi reaberto para passagem após a queda do muro.


Após a visita ao portal de Brandemburgo, fomos visitar o palácio do Reichstag. Esse palácio foi construído em em 1894 pelo Kaiser (Imperador) Guilherme I.
O prédio foi utilizado pelo governo durante as duas guerras mundiais, e foi um dos principais alvos do exército soviético. 
Durante a guerra fria, o Reichstag ficou na Berlim ocidental (capitalista) e foi restaurado. Entretanto, não foi utilizado pelo governo, que ficava em Bonn. O prédio foi reinaugurado apenas em 1999, como sede do parlamento alemão (Bundestag).
Na frente do Reichstag há um grande gramado, onde o pessoal aproveita para curtir o Sol e admirar a paisagem.


Perto do Reichstag estão os prédios do governo. Tirei uma foto do prédio administrativo da chanceler (Angela Merkel), às margens do Rio Spree.


Sábado à noite, o Lucas Teixeira e eu fomos novamente no portal de Brandemburgo, para tirarmos foto durante a noite. Enquanto tirávamos foto, apareceu uma gurizada de Düsseldorf (estou sem as fotos), com 18, 19 anos, que estavam passeando em Berlim. Eles estão no Gymnasium, o ensino médio voltado para entrar na Universidade. Conversamos bastante sobre as diferenças de vida na Alemanha e no Brasil.
Eles comentaram que pouca gente quer fazer cursos de Engenharia, por causa de dificuldades em matemática. Por isso, engenheiro ganha muito bem por aqui.
Todos eles sabiam falar inglês, pois aprenderam muito bem no colégio. Entretanto, maioria das pessoas mais velhas não sabe inglês, como já percebi no dia a dia.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mein Fahrrad

Semana passada comprei uma bicicleta, que era do Raffael Engleitner. É bem antiga, mas é confortável e boa de andar.


No lugar onde moro, tem um porao para o pessoal colocar as suas bicicletas (Fahrradkehler). Alguém reconhece onde está a minha?

Aqui em Berlim é bastante conveniente ter bicicleta. Grande parte das ruas possuem ciclovia, nos dois lados da rua (o piso vermelho, da figura abaixo). Nas ruas sem ciclovia, os ciclistas normalmente andam bem à direita na rua, junto aos carros.

Os trens e ônibus também sao preparados para os ciclistas. Existem vagoes assinalados em que o pessoal pode andar de bicicleta.