quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Últimos dias em Berlin e escala em Paris

Nos meus últimos dias de Berlin, depois da virada de ano, estava homeless. Assim, fiquei 2 noites no Sheehan e depois na Yujia. Minha rotina da última semana foi: organizar as coisas e fazer compras durante o dia e reunião com o pessoal de noite.
Terça-feira, dia 3, foi meu aniversário. Fizemos uma reunião no apartamento do Teixeira. Fiz pão de queijo, comprei um bolo e tocamos violão. Abaixo umas fotos de lá.

Pessoal apreciando um pão de queijo.

Foto do pessoal

Na quarta-feira, fomos para um restaurante árabe, indicado pelo Noah. Na quinta-feira, último dia em Berlin, me despedi do pessoal no apartamento do Lucas Teixeira.

No restaurante árabe: Sheehan, Noah e eu.

Sexta-feira, acordei às 6:00 e fui para o aeroporto, com ajuda do Lucas Teixeira. Cheguei em Paris logo após o meio-dia. Cheguei no hostel (St. Christopher Inn) pelas 14h. Lá conheci um cara da Nova Zelândia e uma guria da Austrália. Fui com eles até a Catedral de Notre Dame e depois o Museu do Louvre.

Catedral de Notre Dame


Foto na ponte próxima ao Louvre (ao fundo).
Casais colocam seus nomes nos cadeados, para ter sorte no amor.


Na entrada do Museu do Louvre (pirâmide)



Na sala da Mona Lisa, no Louvre


No sábado, comecei às 11h um Free Tour por Paris. A partir da Catedral de Notre Dame, seguimos pelo Sena até o Louvre, seguindo até a Place de la Concorde (Praça da concórdia) e depois ao Hotel des Invalides (Hospital dos Inválidos). No caminho, o guia explicou todos os monumentos e prédios que podíamos ver. Valeu a pena, pois o tour foi bem legal. Durou cerca de 4 horas.
Depois do free tour, comprei já um ticket para o tour noturno, no distrito de Montmartre. Antes de ir até lá, fui até a praça da Torre Eiffel, que é o monumento mais famoso de Paris.




Obelisco da Place de la Concorde

Hotel des Invalides: construído no período da monarquia, era um hospital para os feridos de guerra


Torre Eiffel: obra artística

O bairro de Montmartre era o centro cultural da cidade, onde artistas famosos como Van Gogh e Picasso moraram. Nesse bairro há também o famoso cabaré Moulin Rouge, além da imponente basílica de Sacré Couer.

Moulin Rouge, em Montmartre

Bairro de Montmartre

Basílica de Sacré Coeur de Montmartre


No domingo, fui inicialmente para o Arco do Triunfo, construído por Napoleão Bonaparte para comemorar as vitórias militares. Subi lá em cima e pude ter uma visão 360° da cidade.

Arco do Triunfo

De cima do arco do Triunfo: avenida Champs Elisée e Museu do Louvre no final da avenida (no horizonte)

Depois do Arco do Triunfo, fui ao Hotel des Invalides, onde há o museu da guerra, que possui artefatos de guerra franceses desde medievais até da 2ª guerra mundial. Dentro da igreja com a cúpula, está a tumba de Napoleão Bonaparte. Fiquei lá boa parte da tarde.

Tumba de Napoleão Bonaparte


Depois do museu da guerra, fui de volta ao hostel, para descansar para a viagem. No fim, não pude descansar muito, pois o pessoal ficou conversando no quarto até quase 2h, e precisava acordar às 6h para ir ao aeroporto pegar o avião para Rio de Janeiro.
No fim, foi tudo tranquilo a viagem, mas demorei uns dias para me recuperar da falta de sono.


Com essa postagem finalizo o blog! Posso dizer que fui muito feliz nesse semestre que passei em Berlin. Amadureci bastante, pois precisei fazer tudo sozinho. Conheci vários lugares, dentro da Alemanha e também em outros países. Aprendi bastante coisas técnicas no estágio no Fraunhofer e gostei do trabalho que fiz. Tive também muito bons amigos, com os quais compartilhei ótimos momentos.
O que me arrependo é de não ter evoluído muito no meu alemão. Não tive muita oportunidade de conversar em alemão, pois todo mundo que eu convivi falava em inglês. Por outro lado, acho que tive uma boa evolução no inglês, tanto na escrita quanto na fala.

Por fim, posso fazer uma lista de diferenças entre Alemanha e Brasil, que percebi no dia-a-dia:
- Transporte público bom e eficiente: muitas linhas de metrô e ônibus. O transporte funciona até de madrugada de sexta e sábado, para o pessoal poder sair para festas. Por cerca de 50 euros, podíamos comprar ticket mensal e usar quantas vezes o transporte. As paradas de ônibus e estações de trem são muito bem organizadas, com mapa do roteiro e uma tela LCD indicando o tempo para o próximo trem ou metrô. O site da empresa de transporte também é bem organizado. É possível programar antecipadamente a viagem, pelo computador ou celular. As estações e os ônibus não possuem catraca, nem controle de passageiros. Às vezes, alguém da empresa confere dentro do trem. Há uma boa multa, é claro, para quem não possui ticket. Entretanto, o tempo de paradas dos ônibus é bem curto, pois não é necessário todo mundo passar por uma catraca.
Com o transporte público bom, boa parte das pessoas não possui carro, não por que não possuem dinheiro, mas porque NÃO PRECISAM. Assim, não há muitos congestionamentos, como no Brasil.
- Há 2 tipos de faixa de segurança nas ruas. A mais comum, em quase toda a esquina, é composta por duas linhas que atravessam a rua e um semáforo. Assim, os pedestres atravessam apenas se o sinal estiver verde. O segundo tipo de faixa de segurança é como esta do Brasil, mas sem semáforo. Nesse tipo, os motoristas SEMPRE param. A faixa não é muito comum, apenas para lugares não muito movimentados. Essa divisão em 2 tipos de faixa de segurança evita insegurança dos pedestres e motoristas, como ocorre aqui no Brasil, onde muitas mortes por atropelamento em faixas de segurança ocorrem por causa da seguinte pergunta: "Será que paro ou não paro?".
- Ciclovias em quase todas ruas. Uma ciclovia é muito simples e barata: ou uma delimitação na rua ou uma parte da calçada. Muita gente utiliza bicicleta durante as estações do ano mais amenas.
- A reciclagem de lixo é bem organizada: todas as pessoas separam o lixo em papel, plástico, vidro e lixo comum. Os contêiners são como os de Santa Maria, mas há contêiners diferentes para cada tipo de lixo. As garrafas PETs não são jogadas no lixo, são devolvidas no supermercado. Cada garrafa custa 25 centavos de euro. São pagas na compra e o dinheiro é devolvido no supermercado, em uma máquina. Assim, as garrafas são recicladas e não vão para os lixões.
- Papel higiênico vai sempre no vaso, o que é mais higiênico. Verifiquei na internet que não há problema de colocar papel higiênico no vaso aqui no Brasil. A questão é realmente cultural.
- Não vi grandes supermercados, como no Brasil. Há muitos supermercados, praticamente um em cada esquina. Assim, as pessoas não precisam andar muito para ir a um supermercado, o que reduz o tráfego de automóveis na cidade.
- Máquinas de venda automática em todo o lugar: máquinas de café, lanches e tickets de transporte público.
- Nunca houvi falar de um caso de assalto na rua. A rua é muito segura, até de madrugada. Algumas pessoas moram na rua e pedem esmola, mas por opção. O governo dá moradia e dinheiro para quem não tem trabalho e aceita as regras.
- Conexão de internet barata. Tinha conexão gratuita de internet pelo meu celular. Internet banda-larga de alta velocidade (25 Mbps) custar 30 euros por mês.
- Muitos parques com áreas verdes na cidade. Assim, o pessoal pode sair do trabalho, caminhar e relaxar. Também há piscinas públicas, inclusive no inverno. Por ser estudante, pagava 2,50 euros por vez, para ficar o tempo que quisesse.


Acho que era isso. Vou me despedir do blog! Até a próxima viagem, quem sabe!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Natal, Ano Novo e tudo o mais

Nas últimas 2 semanas, não tive tempo de atualizar o blog. Apesar de terminar meu estágio no Fraunhofer, meu tempo livre acabou. Quase não parei em casa, apenas para dormir.
A partir da última semana de estágio no Fraunhofer, quase não tive mais tempo livre. Quase não parei em casa. Por isso atualizo o blog só agora, dia 2 de janeiro.

Dia 15 de dezembro, tivemos a janta de natal do Instituto Fraunhofer. Buffet muito bom, com bebida e comida liberada. Abaixo uma foto do lugar.

Janta de Natal do Instituto Fraunhofer

Na sexta-feira e sábado seguinte, fizemos festa no meu prédio, pois seriam as últimas festas com a Angelina. O Noah, do Iêmen e vizinho do Lucas Teixeira, foi também lá no nosso prédio.

Festa de despedida da Angelina

Na semana do dia 19, minha última semana de trabalho no Fraunhofer, saímos todos os dias de noite nos Weihnachtsmarkt ao redor de Berlin. Na segunda-feira, fomos em Potsdamer Platz. Descemos de bóia na montanha de gelo, patinamos no gelo e passeamos pelo lugar.

Descendo de bóia na montanha de gelo

Patinando no gelo - Potsdamer Platz

Sony Center em Potsdamer Platz - Renas  de Lego

Na terça-feira, fomos ao parque de diversões próximo de Alexander Platz, onde estava instalada a maior roda gigante montável da Europa.

No parque de diversões próximo de Alexander Platz

Quinta-feira de manhã deixamos a Angelina no aeroporto Schönefeld, e nos despedimos.
Quinta-feira de noite, depois de finalizar meu estágio no Fraunhofer, continuamos nossa "peregrinação" pelos Weihnachtsmarkt. Dessa vez, fomos em Spandau. Infelizmente fechava mais cedo, e não pudemos aproveitar muito.


Weihnachtsmarkt em Spandau

Sexta-feira de tarde, às 23, eu e o Lucas Teixeira pegamos uma carona para Hohndorf, a cidadezinha onde mora o Matthias, nosso supervisor do Fraunhofer. Ele tinha nos convidado para ir no Natal junto com a sua família.
Durante o tempo que ficamos lá, brincamos bastante com as crianças e pudemos também descansar.
No sábado de tarde, fomos na Igreja da cidade, onde tivemos a celebração de Natal, com teatro e tudo.


Teatro de Natal na igreja de Hohndorf

No sábado de noite, tivemos a janta de Natal na casa do Matthias. Teve até visita do Weihnachtsmann (Papai Noel), onde tudo mundo recebeu presentes, até nós! Ganhamos chocolate e um souvenir natalino típico daquela região da Alemanha. Foi bem divertido.
Entretanto, um baita presente que recebemos no sábado foi a neve! Já estávamos desapontados com o inverno, pois não havia ainda acumulado neve em Berlin. 
Sábado de tarde começou a nevar, e a neve acumulou no jardim. A temperatura estava acima de 0°C, assim a neve já derreteu no dia seguinte. Na segunda-feira, dia 26, fomos para um lugar próximo de Hohndorf, com 650m acima do nível do mar. Lá, a neve estava com mais de 10cm de altura, e pudemos brincar e fazer um boneco da neve.

Janta de Natal

Pátio - neve!

Nosso boneco de Neve

Na terça-feira, dia 27, Matthias e família foram para Berlin para ficar 2 dias. Pegamos carona com eles e voltamos. Na quarta-feira, eles levaram as crianças para a Legoland, e nós fomos junto. O lugar era um paraíso para a criançada, e podiam brincar e montar de tudo com os Legos.

Na Legoland - modelo de Berlin de Lego

Quarta-feira de noite fomos novamente à pista de Patinação de Gelo em Potsdamer Platz. Nesse dia também veio o Franthescolly, programador de Curtiba que está em Munique. O Lucas Teixeira ficou na casa dele durante a Oktoberfest. Abaixo um vídeo da nossa patinação do gelo.


Na quinta-feira, o Lucas Teixeira estava com resfriado, mas fui com o Sheehan e o Franthescolly para uma visita à Ilha dos Museus de Berlin. Fomos em 3 museus: o Pergamon Museum, que possui partes de cidades da antiguidade, o Bode Museum, que é um museu de arte clássica e barroca, e o Neues Museum, com coisas de civilizações antigas, como os Egípcios. Foi um dia bem cansativo (bastante cultura), mas interessante.

No Pergamon museum

Na sexta-feira, fui com o Lucas Teixeira, o Franthescolly e o Noah para o lugar onde era o campo de concentração Sachsenhausen, utilizado durante a segunda guerra mundial. Aberto em 1936, milhares de pessoas foram prisioneiras e morreram naquele lugar. No memorial, pudemos ver os horrores que os prisioneiros passaram antes e durante a guerra. Pudemos refletir até onde pode ir a maldade humana gerada por preconceitos e pela guerra.

Dormitório do campo de concentração Sachsenhausen

Entrada do campo de concentração Sachsenhausen

Depois da reflexão da sexta-feira no campo de concentração, o sábado foi um dia de alegrias.
Dia 31 de dezembro, último dia do ano. Acordei bem cedo de manhã para limpar meu quarto, retirar todas as minhas e entregar a chave. Às 7h da tarde, fomos para a festa no Brandenburger Tor. Estava tão lotado, que para se deslocar 10m poderia levar alguns minutos. Mas a festa era boa. Muitos artistas famosos tocaram, normalmente 2 ou 3 músicas. Na virada de ano, o foguetório começou e Scorpions tocou "Wind of change" e "Rock you like a hurricane". 
Encontramos na festa muitos brasileiros. Ficamos junto com um pessoal de Campo Grande, que estavam fazendo um viagem de 1 mês pela Europa.
Logo após terminar os foguetes, a maioria das pessoas saiu do lugar. Assim, tivemos que nos segurar para não sermos levados ou derrubados pela multidão. Os momentos foram tensos, mas depois de cerca de 15 minutos,  tivemos lugar para respirar melhor e dançar. Ficamos até às 3h da manhã na festa e voltamos para casa, já bem cansados.
Do dia 31 até dia hoje (02/01), estava "homeless", e parei no quarto do Sheehan. Agora me mudei para outro lugar por essa semana, que vai ser a minha última em Berlin. No próximo fim de semana vou para Paris, durante a escala do vôo. Semana que vêm vai ser meu último post.

Brandenburger Tor: festa com mais de 1 milhão de pessoas

Sheehan, Lucas T., Franthescolly, Claudia e eu, na festa do Brandenburger Tor

Depois da virada do ano - "Rock you like a Hurricane" com Scorpions